O Jogo da Vida:
Dívidas Impagáveis
(A Crise do "Petróleo" ou "da energia")
A “eterna” Crise Econômica que envolve a Terra desde 1980-82 tem por base a estratégia seguida na colocação dos Estados Nacionais e das Empresas absolutamente submissos à Ditadura das Finanças Globais, enquanto construindo-se o Império Invisível das Finanças.
Poucos estão acima
das nuvens negras
“As sociedades que não se defendem não sobrevivem e, aliás, não o merecem.”
(George Pompidou, em 13 de novembro de 1970, na tarde das honras fúnebres do general Charles De Gaulle)
Com a invenção da Dívida nacional (ou Pública), em 1694, os governos passam a se prover de recursos financeiros através da simples emissão de títulos, negociados e subscritos livremente por quem dispõe de poupanças. Assim, o homem descobre uma forma de especial de enriquecer sem guerrear; mas, logo estará também aprendendo a fabricar crises financeiras, com seus assustadores escândalos especulativos.
Ter uma visão prospectiva que assegure previsões cada vez mais precisas é qualidade fundamental do homem de hoje, seja na direção de Estados, organismos públicos e empresas, em atividades liberais e até mesmo na administração doméstica.
Desde o raiar da Quarta Onda de Evolução (1960) e da explosão da Quinta Onda (1980), o mercado está competitivo e agressivo, demandando pessoas esclarecidas e altamente qualificadas, capazes de assegurar antevisões mais confiáveis. Mas, senão há exata compreensão do que verdadeiramente ocorreu no mundo até 1980-82, dificilmente poderão ser encontradas respostas que explicitem o momento de transição e muitas incertezas que envolvem todos os países, desde o século passado.
A Economia real (produtiva) só tem feito se arrastar desde os anos 80, produzindo cada vez menos e para cada vez menos pessoas, diante de uma maioria de países em permanente oscilação entre um estado de crise político e financeira e uma situação de recessão econômica e crise social.
O cenário global está desalentador, pois quase ninguém demonstra estar devidamente esclarecido como seria conveniente. De mais a mais, qualquer desconfiança será sempre resultante de falta de confiança, quando há ausência de informações e dados realmente merecedores de crédito.
A angústia do amanhã predomina e faz a hesitação pairar pelo espaço, levando até empresas tradicionais e líderes nos seus segmentos a questionar se o momento é válido para a implementação de inovações tecnológicas em produtos e nos processos de administração, organização, produção, comercialização, marketing, comunicação e venda.
O que é que mais nos interessa?
O que mais nos interessa nessa história, a nós que não somos historiadores, é discutir a crise mundial que já se arrasta desde a década de 80 e as suas gravíssimas conseqüências para o futuro da Humanidade. E a primeira pergunta que nos devemos fazer é a seguinte: o que é que está realmente em crise, desde as duas últimas décadas do Século XX?
É fundamental analisar e compreender como foi construída a fabulosa pirâmide atual de valores especulativos que ameaça a Economia global, entendendo que existem perspectivas concretas para iminente colapso financeiro mundial, que já vem sendo artificialmente adiado há muito tempo, e que detonaria de início uma crise bancária sem precedentes, podendo resultar em gravíssima depressão econômica.
É lógico que tal tipo de análise não agrada aos formadores de opinião pública do Establishment anglo-americano, e muito menos aos seus seguidores desinformados e alienados.
O centro das nossas atenções deve estar focalizado na obsessiva intenção do Império Invisível das Finanças (oligarquias financeiras, especialmente a anglo-americana), de manter o saturado sistema monetário internacional ainda com vida, por meio de uma feroz ditadura financista que sustenta e administra o cassino patrocinador da fantástica especulação com títulos de uma crescente dívida mundial sabidamente “impagável”. Não há dúvida de que este é o principal fator que está provocando a crescente instabilidade que acompanhamos em todo o mundo, desde os anos 80 do século XX.
Na dura realidade, a Humanidade está sendo pressionada e ameaçada por um império de papel, por um Império Invisível das Finanças, que assumiu o controle global. É fundamental, portanto, que o Brasil estabeleça um plano que seja concreto, responsável e independente para se livrar dessa terrível prisão, ou ditadura financeira.
É essencial primeiro, compreender e avaliar como a armadilha das finanças se formou até o início dos anos 80; depois, numa segunda etapa, será indispensável visualizar os desdobramentos desse processo, desde 1983 até os dias atuais.
Finalmente, o Brasil deverá estabelecer um plano nacional para o jogo econômico mundial, priorizando o desenvolvimento do mercado interno.
É bom não esquecer que, gradativamente, e sem nenhum alarde, os papéis da escandalosa dívida externa mundial dos anos 80 foram transformados em papéis da dívida pública interna. Assim, a dívida externa diminuiu, mas a dívida interna explodiu.
Textos Originais publicados pela primeira vez em Março de 2001 - compilados do Banco de Dados do Autor.


















