1 de jan. de 2008

ADENDO 1 - ECONOMIA (1-7) // Império Invisível das Finanças



O Jogo da Vida: 
Dívidas Impagáveis
(A Crise do "Petróleo" ou "da energia") 

     A “eterna” Crise Econômica que envolve a Terra desde 1980-82 tem por base a estratégia seguida na colocação dos Estados Nacionais e das Empresas absolutamente submissos à Ditadura das Finanças Globais, enquanto construindo-se o Império Invisível das Finanças.

Poucos estão acima
das nuvens negras

As sociedades que não se defendem não sobrevivem e, aliás, não o merecem.”

(George Pompidou, em 13 de novembro de 1970, na tarde das honras fúnebres do general Charles De Gaulle)

     Com a invenção da Dívida nacional (ou Pública), em 1694, os governos passam a se prover de recursos financeiros através da simples emissão de títulos, negociados e subscritos livremente por quem dispõe de poupanças. Assim, o homem descobre uma forma de especial de enriquecer sem guerrear; mas, logo estará também aprendendo a fabricar crises financeiras, com seus assustadores escândalos especulativos.


     Ter uma visão prospectiva que assegure previsões cada vez mais precisas é qualidade fundamental do homem de hoje, seja na direção de Estados, organismos públicos e empresas, em atividades liberais e até mesmo na administração doméstica.
     Desde o raiar da Quarta Onda de Evolução (1960) e da explosão da Quinta Onda (1980), o mercado está competitivo e agressivo, demandando pessoas esclarecidas e altamente qualificadas, capazes de assegurar antevisões mais confiáveis. Mas, senão há exata compreensão do que verdadeiramente ocorreu no mundo até 1980-82, dificilmente poderão ser encontradas respostas que explicitem o momento de transição e muitas incertezas que envolvem todos os países, desde o século passado.
     A Economia real (produtiva) só tem feito se arrastar desde os anos 80, produzindo cada vez menos e para cada vez menos pessoas, diante de uma maioria de países em permanente oscilação entre um estado de crise político e financeira e uma situação de recessão econômica e crise social.
     O cenário global está desalentador, pois quase ninguém demonstra estar devidamente esclarecido como seria conveniente. De mais a mais, qualquer desconfiança será sempre resultante de falta de confiança, quando há ausência de informações e dados realmente merecedores de crédito.
     A angústia do amanhã predomina e faz a hesitação pairar pelo espaço, levando até empresas tradicionais e líderes nos seus segmentos a questionar se o momento é válido para a implementação de inovações tecnológicas em produtos e nos processos de administração, organização, produção, comercialização, marketing, comunicação e venda.

O que é que mais nos interessa?

     O que mais nos interessa nessa história, a nós que não somos historiadores, é discutir a crise mundial que já se arrasta desde a década de 80 e as suas gravíssimas conseqüências para o futuro da Humanidade. E a primeira pergunta que nos devemos fazer é a seguinte: o que é que está realmente em crise, desde as duas últimas décadas do Século XX?
     É fundamental analisar e compreender como foi construída a fabulosa pirâmide atual de valores especulativos que ameaça a Economia global, entendendo que existem perspectivas concretas para iminente colapso financeiro mundial, que já vem sendo artificialmente adiado há muito tempo, e que detonaria de início uma crise bancária sem precedentes, podendo resultar em gravíssima depressão econômica.
     É lógico que tal tipo de análise não agrada aos formadores de opinião pública do Establishment anglo-americano, e muito menos aos seus seguidores desinformados e alienados.
     O centro das nossas atenções deve estar focalizado na obsessiva intenção do Império Invisível das Finanças (oligarquias financeiras, especialmente a anglo-americana), de manter o saturado sistema monetário internacional ainda com vida, por meio de uma feroz ditadura financista que sustenta e administra o cassino patrocinador da fantástica especulação com títulos de uma crescente dívida mundial sabidamente “impagável”. Não há dúvida de que este é o principal fator que está provocando a crescente instabilidade que acompanhamos em todo o mundo, desde os anos 80 do século XX.
     Na dura realidade, a Humanidade está sendo pressionada e ameaçada por um império de papel, por um Império Invisível das Finanças, que assumiu o controle global. É fundamental, portanto, que o Brasil estabeleça um plano que seja concreto, responsável e independente para se livrar dessa terrível prisão, ou ditadura financeira.
     É essencial primeiro, compreender e avaliar como a armadilha das finanças se formou até o início dos anos 80; depois, numa segunda etapa, será indispensável visualizar os desdobramentos desse processo, desde 1983 até os dias atuais.
     Finalmente, o Brasil deverá estabelecer um plano nacional para o jogo econômico mundial, priorizando o desenvolvimento do mercado interno.
     É bom não esquecer que, gradativamente, e sem nenhum alarde, os papéis da escandalosa dívida externa mundial dos anos 80 foram transformados em papéis da dívida pública interna. Assim, a dívida externa diminuiu, mas a dívida interna explodiu.


Textos Originais publicados pela primeira vez em Março de 2001 - compilados do Banco de Dados do Autor.

ADENDO 1 - ECONOMIA (2-7) // Império Invisível das Finanças



O Jogo da Vida Real:
Dívidas Impagáveis
A Crise do "Petróleo" ou "energia" 


Embarque no simulador deste jogo de estratégia
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E vivencie pela primeira vez o inacreditável combate financeiro que caracteriza os três últimos séculos aqui no planeta.

Deste momento em diante, Você é um Participante do Jogo da Vida Real, assumindo os encargos de um verdadeiro guerreiro-líder.

     Desfazendo mistérios e alinhando apenas palavras, o Participante do jogo se transforma em ás indomável, não das galáxias, mas da Terra, e capta em profundidade as ambições dos poderes expansionistas, imperialistas e mundialistas.
     Ao aprender a pensar as jogadas que jamais serão ensinadas nos bancos universitários, empregando-as, se conscientiza da realidade de nossos dias, e avalia-se com mais precisão o que se pode ou deve fazer.
     Na época em que criar game para o ambiente virtual dos computadores é um dos melhores negócios no mundo inteiro, dá-se preferência aqui ao jogo que valoriza mais o realismo do ambiente físico, real, do que a pura ação pela tecnologia digital e gráfica em três dimensões. Não há exigência de requisitos mínimos de hardware nem qualquer joystick, sendo acessível a qualquer pessoa medianamente esclarecida.
     Entende-se o desenvolvimento do jogo através deste texto, disponível no BLOG PACWINO 5. E joga-se, no dia-a-dia, atualizando a visão prospectiva dos cenários globais por intermédio de informações e dados concretos veiculados nos BLOGS da PACWINO, noutros da Internet, nos noticiários radiofônicos e nos telejornais, nas folhas dos jornais diários e das revistas especializadas, que funcionam como instrumentos de apuração das condições verdadeiramente existentes no cotidiano.
 
Escopo e enredo

     É um jogo de aventura, de muita ação, em que o Participante encarna a personagem do guerreiro-líder de um grupo estratégico a serviço dos grandes mandatários mundialistas. Estes, em todo o tempo, estarão permanentemente invisíveis, reservados em suas palavras, protegidos em valores-refúgio, mas extremamente ativos.
     O Império Invisível das Finanças (ou a Ditadura das Finanças) não tem rosto, pátria e nem qualquer localização geográfica. E os lucros espetaculares que lhe asseguram cada vez mais poder, dependem apenas da força bem articulada de suas armas e armadilhas na destruição de tudo que esteja pela frente fazendo resistência ou oposição.
     O escopo do guerreiro-líder é submeter as riquezas dos adversários aos interesses dos grandes mandatários. E a base do plano de jogo é o preparo de uma armadilha de implosão que, literalmente, imobilize a humanidade de vez, freando sua evolução.
     As armas do grupo estratégico vão dos diversos tipos de laser aos torpedos e mísseis, passando por dispositivos financeiros que prejudicam a mobilidade dos adversários ou drenam suas energias.
     O guerreiro-líder deve eliminar todo e qualquer inimigo em potencial antes que ele o faça. Mas os oponentes, geralmente alienados e desinformados, não representam qualquer ameaça intransponível para os manipuladores das finanças mundiais.
     Ao relacionar o Participante com o que aconteceu, acontece e com o que se prepara no cenário internacional, o jogo torna-se extremamente educativo e instrutivo. É tão autêntico que nos leva a imaginar até o barulho de todas as guerras de verdade.
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Arte da desinformação

     O guerreiro-líder concentra todas as informações indispensáveis para poder dominar a arte da manipulação e da articulação de ioiôs por conta de ativos (moedas e títulos) ou de valores-refúgio (ouro e outros bens raros). Sabe recuar e cair, quando necessário, mas sem jamais se quebrar. Seus oponentes, ao contrário, têm as limitações clássicas dos especialistas, que se consagram pelo acompanhamento de uma única ciência ou atividade.
     Aquele que é especialista em petróleo geralmente não entende e nem acompanha o que o especialista em ouro está fazendo no mercado, e vice-versa. E da mesma forma que o especialista em operações monetárias e financeiras nem se dá o trabalho de acompanhar a evolução operacional de qualquer dos dois mercados, petróleo ou ouro, ao menos para evitar os repetidos sustos diante das especulações. Só acompanha as cotações!
     Cada um dos especialistas acredita que se basta a si mesmo. Questão de hábito! Assim, os especialistas de todas as áreas ou atividades acabam sendo facilmente manipulados pelo guerreiro-líder, que engendra confusões de gêneros, temores apocalípticos e “achismos” ou qualquer outro tipo de desinformação aparentando racionalidade, mas que, na realidade, são absolutamente ilógicos ou não verdadeiros.
     É curioso observar que exatamente a mesma desculpa dita hoje com ar doutoral no telejornal, justificando a queda nas cotações da bolsa de valores, depois de amanhã será repetida para justificar a alta. Estando sempre apressado e superficial, tanto o emissor quanto o receptor se dá por satisfeito com a simples repetição da mesma aberração. Para a memória de galo dos pobres mortais, dois dias são uma eternidade.
     Para atingir seu objetivo de total supremacia dos mundialistas, o guerreiro-líder serve-se de manipulações financeiras para assentar a manipulação das idéias. Cada um dos seus movimentos gera mudanças institucionais, estruturais e conjunturais, fazendo que todos os países sofram as transformações simultaneamente. Assim, é fácil concluir porque o modo de pensar e agir de cada pobre mortal acaba absorvido e absolutamente condicionado pelas circunstâncias.
 Textos Originais publicados pela primeira vez em Março de 2001 - compilados do Banco de Dados do Autor.

ADENDO 1 - ECONOMIA (3-7) // Império Invisível das Finanças


O Jogo da Vida Real:
O preparo da Armadilha
(A Crise do "Petróleo" da "da energia")

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     Quando retrocedemos no tempo para buscar o nascimento de algum acontecimento, nos deparamos com a ingenuidade do Homem, levado a aceitar as palavras como realidades, emprestando-lhes um sentido tanto mais preciso quanto menos as compreende.
     Não há como existir sinal de competência num contexto de incompetentes. Então...
     Sem poder – ou saber – fazer quase nada, e no intuito de esmorecer os grandes debates e as verdadeiras aspirações, o guerreiro-líder trata de substituir a ação pela falação, seja nos setores públicos ou na administração dos setores privados. Ele sabe que basta fabricar termos modernosos, expressões ou palavras enganosas, as quais se farão passar por novas idéias, ideais, utopias, filosofias, paradigmas, e programas salvadores da Pátria.

A flor de amanhã está no grão de hoje." 
(Milenar provérbio chinês)

     Hoje é comum se esquecer que qualquer incompetente é capaz de complicar uma explicação ou uma idéia de produto; apenas o verdadeiro gênio tem competência para simplificar uma explicação, um produto ou serviço.

Ações estratégicas


     Base de suas ações estratégicas, o guerreiro-líder trata de fazer frutificar inúmeras expressões enganosas: justiça social, consolidação de dívidas, estabilização econômica, planos consistentes, transição democrática, segredos e razões de Estado, segurança nacional, governabilidade, metas de inflação, distribuição de renda, trabalho em equipe, sucesso do individualismo... Novos exemplos de fórmulas antigas e desgastadas, tais expressões enganosas são sempre empregadas para que se consiga que determinadas pretensões autocráticas sejam consideradas plenamente justificáveis, e tudo sem que tenhamos que fornecer as verdadeiras razões para elas.
     Esses enganos são dissecados em planejamentos, relatórios, manuais operacionais, decreto-lei, medidas provisórias, noticiários, seminários e em reuniões como sendo ações realmente válidas e até estratégicas, mesmo que jamais tenham apresentado qualquer efeito prático na eficiência de governos ou de empresas.
     A desinformação esconde todas as incompetências. O guerreiro-líder tem sempre em mente que, caso alguma palavra-chave venha a ser desmoralizada e detonada, basta que ela seja imediatamente substituída por uma nova expressão enganosa.
     É importante ressaltar que a História nos assegura que por trás de cada catástrofe política e financeira ou crise econômica existe sempre alguém, encastelado próximo ao poder constituído de cada Nação ou instituição, e que é desleal, traiçoeiro, mente à fé jurada, estando encarregado das pérfidas manobras que contribuem para o descrédito geral. Representando grupos de interesses, cada um desses infiéis está em todo o tempo, sendo financiado por algum outro país ou adversário, que, na realidade, pretende estabelecer um mercado cativo (fornecedor e/ou consumidor), ou se livrar de uma concorrência perigosa, ou assegurar o recebimento de determinados valores.

Seis momentos capitais

       Quase três séculos (de 1694 a 1980-82), eis o tempo percorrido entre o ideário e o planejamento estratégico de seis momentos capitais e a conclusão da primeira fase do jogo – o fecho da armadilha que tornou a Economia mundial absolutamente submissa às finanças.
     Com extrema facilidade, o guerreiro-líder põe em deslocamento os poderes políticos, militares, econômicos, financeiros, religiosos, tecnológicos, jornalísticos e culturais, até colocá-los, condicionados, na direção de um ponto único – a armadilha da derradeira submissão.
     É curioso observar que, em todo o tempo do jogo, cada lobby encontra-se deslumbrado com o que lhe parece configurar ou prefigurar o futuro. Cada um deles acredita que se basta a si mesmo!
     Chegar ao final do jogo, entendendo as regras e os estratagemas devem assegurar ao Participante alguma certeza mais confiável sobre o passado, os dias de hoje e o amanhã.
     Tudo ocorre em tamanho natural, no dia-a-dia de nossas vidas, e a síntese de cada um desses momentos extremos e decisivos, tem fundamentos extraordinariamente simples, a saber:

1) Endividamento mundial, 2) Ditadura do Capital (Monopólio privado), 3) Liquidez e ambição, 4) Terceira Partilha Mundial, 5) Ditadura dos Estados e Monopólios Públicos (empresas estatais), 6) Ditadura das Finanças – Ouro (crédito, petróleo e dólar).
Alguns desses momentos acontecem simultaneamente, interagindo.

Endividamento mundial

Banco da Inglaterra
     Primeiro Momento. Para submeter os poderosos dos Estados nacionais, o guerreiro-líder sabe que é preciso armar uma estratégia que assegure a amplificação do endividamento público aos extremos do descontrole. É fácil! Afinal, qual o governante que não tem problemas de liquidez?
     Em 1694, os ingleses fundam o Banco da Inglaterra, e logo inventam as Dívidas Nacionais ou Públicas. Rapidamente, Londres torna-se o primeiro centro financeiro do mundo.
     Tendo sido reinventado em 1816, o sistema monetário de padrão-ouro será novamente adotado (1821), não só pela Grã-Bretanha como pela maioria das nações capitalistas, e irá vigorar quase continuamente até a Primeira Guerra Mundial (1914). E para permitir que o padrão-ouro funcione automaticamente, sem qualquer interferência deliberada de qualquer autoridade pública, um sistema internacional de pagamentos é então organizado.
     Até 1914 bastou assegurar um longo período sem guerras que envolvessem mais de duas potências. Nestes cem anos é certo que só se deixou acontecer guerras relativamente curtas, e de impacto muito limitado sobre as economias envolvidas.
     Mais tarde, com o crescente endividamento também do setor privado e a implosão dos desequilíbrios financeiros, as crises e seus escândalos especulativos irão funcionar como compensação, explodindo sucessivamente a intervalos quase regulares, no início a cada 30 anos e, mais tarde, a cada dez... Cinco...  Afinal, desviar a atenção é fundamental para que o jogo de ioiô funcione com perfeição.

     O processo é bem assustador. Escândalos políticos e financeiros explodem e se propagam através do planeta, fazendo-nos lembrar um jogo fantástico entre defensores de ideais antagônicos. Cada uma dessas partidas geralmente acaba em guerra, quando vemos desfilar todas as formas de poder e, portanto, de abuso.
     No início do Século XX, em momento adequado para o guerreiro-líder, as duas devastadoras Guerras Mundiais, as revoluções e as infindáveis guerras civis liquidarão com o sistema de padrão-ouro.

Textos Originais publicados pela primeira vez em Março de 2001 - compilados do Banco de Dados do Autor.

ADENDO 1 - ECONOMIA (4-7) // Império Invisível das Finanças

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. O Jogo da Vida Real:
Os Seis Momentos Capitais
(A Crise do "Petróleo" ou da "energia"

Ditadura do Capital

     Segundo Momento. Concentrar o Capital é fundamental. No seu devido tempo, quando as famílias monopolistas e proprietárias das grandes companhias privadas tiverem força suficiente para poder pressionar demasiadamente até mesmo os governos de seus próprios países, o guerreiro-líder saberá influenciar para que sejam criadas leis contra esses cartéis e monopólios. Algumas serão então desmembradas em várias empresas.
Pensando bem, por mais poderosos que possam ser os Governos, as famílias monopolistas ou as grandes empresas, todos são visíveis e, portanto, alvos fixos que podem ser atingidos com facilidade e precisão.

Henry Ford
Liquidez e ambição
     Terceiro Momento. No início do Século XX, a necessidade de concentração financeira para a construção de grandes fábricas gera uma apetência enorme de liquidez pelo lado das empresas privadas, enquanto se desperta a ambição do rendimento fácil – e sem trabalho – até mesmo na mente das pessoas mais simples.
     Para iniciar sua Companhia, Henry Ford precisou de capitais, quer dizer, de acionistas, pois era pouco o seu crédito no mercado. O detalhe é que uma humilde professora de ensino primário de Detroit, irmã de Couzens, tenha ficado famosa justamente por sua hesitação. Ela teve receio de investir todas as suas economias, 250 dólares, na Companhia Ford.. Estando temerosa, ela acabou comprando uma ação de 100 dólares. E não é que esta única ação foi suficiente para enriquecê-la, pois lhe rendeu US$ 335 mil.
     Assim, comprar ações é preciso e muito rentável! E o banco financia a compra de ações sem pestanejar.


Quebra da Bolsa de Nova York



     No momento previsto, o guerreiro-líder dá uma freada de arrumação. A Bolsa de Nova York quebra, em 24 de outubro de 1929, e a crise termina num clima de caos em 1933 nos EUA. O mundo acaba sendo arrastado na Grande Depressão – efeito dominó.
     A Alemanha e a França não pagam mais as suas dívidas. Como reação, os EUA cortam todos os créditos e voltam a pôr um pouco de ordem nas suas finanças. É o retorno ao isolacionismo. A Alemanha torna-se hitlerista. O Japão entra na Manchúria.


Franklin Delano Roosevelt


     O democrata Franklin Delano Roosevelt assume a Presidência dos EUA em 1933 e, durante os quatro mandatos consecutivos até sua morte em 1945, implanta um plano de recuperação (“New Deal” – Novo Acordo), baseado em pesados investimentos estatais para estimular o crescimento econômico.


     A Grã-Bretanha salda sua dívida pela Grande Guerra de 1914, enquanto a França se empolga com a primeira tiragem da loteria nacional. Contas feitas em 31 de janeiro de 1934, o dólar está estabilizado, mas perdeu 41% do seu valor.

Estar preparado para a guerra é um dos meios
mais eficazes de preservar a paz.”
(George Washington)

     A Argentina foi o primeiro país a esboçar a idéia de nacionalização do petróleo, mas foi o México quem primeiro nacionalizou seu petróleo, em 1938, às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Os mexicanos fundaram a estatal Petroleos Mexicanos – Pemex, rompendo contratos de concessão com empresas multinacionais dos EUA e da Inglaterra.

Terceira Partilha Mundial
     Quarto Momento. O ardiloso guerreiro-líder promove uma seqüência interminável de conflitos armados em busca de mercados.
     Como não há guerra com menos de dois países, é essencial financiar tanto os potenciais vencedores quanto os virtuais derrotados. Heureca!


Guerra Franco-Prussiana (1870)
     A Guerra Franco-Prussiana de 1870 lança as sementes da Primeira Guerra Mundial (1914) – “a guerra destinada a acabar com todas as guerras” (dizia a propaganda) –, e esta prepara a Segunda Grande Guerra de 1939 – um ano depois de os alemães Otto Hahn e Fritz Strasmann terem descoberto a fissão nuclear.
     Por volta de 1936, esboçam-se seis blocos monetários, sem reconhecimentos oficiais, que se organizam em torno das seis principais moedas do mundo.
     Os contornos destas zonas evoluem segundo os desejos dos acontecimentos diplomáticos e militares. Até 1939, todos desfrutam de um período de propagada calmaria.


Hitler toma Paris, França
     Em 1940, as tropas alemãs de Adolf Hitler ocupam a França, suplantando franceses e ingleses em pouco mais de um mês de batalha.
     Em 1941, após o ataque japonês à base de Pearl Harbor, no Havaí, o plano Roosevelt de recuperação da economia norte-americana ganha um forte e decisivo impulso com a decisão dos EUA de entrar na Segunda Guerra Mundial.
     Naquele mesmo ano, o país de Tio Sam inicia o Projeto Manhattan, que tem como meta a construção da bomba atômica.
     No ano seguinte, Enrico Fermi (1901-1954), físico italiano radicado nos EUA, prêmio Nobel de Física em 1938, coordena, em Chicago, a construção do primeiro reator nuclear (urânio e grafita).
 
Conferências de Bretton Woods, Yalta e Potsdã


     No dia 06 de junho de 1944, acontece o Dia D da invasão Aliada, na costa da Normandia.
     Com os dogmas financeiros da Conferência de Bretton Woods (de 1o a 22 de julho de 1944), o guerreiro-líder faz surgir dois blocos de países antagonistas no eixo Norte/Sul; e novas instituições financeiras intermediárias (FMI, Bird ou Banco Mundial).
     Os dois blocos antagonistas no eixo Leste/Oeste serão gerados pelos dogmas políticos e militares das Conferências de Yalta (4 a 11 de fevereiro de 1945), e de Potsdã (17 de julho e 2 de agosto de 1945).
     Na Europa, a guerra termina em 11 de maio de 1945, com a rendição das últimas tropas nazistas.

     Aliados reunidos na Conferência de Yalta. Da esquerda, sentados: Winston Churchill (Grã-Bretanha), Franklin Roosevelt (EUA) e Joseph Stalin (URSS).

     Em 16 de julho de 1945, a primeira bomba atômica é detonada pelos EUA em Alamogordo, Novo México.

    Todos se sentem mais a salvo, mas os dois lados estarão igualmente “falidos” na hora de encerrar-se o Sexto Momento.

Textos Originais publicados pela primeira vez em Março de 2001 - compilados do Banco de Dados do Autor.

ADENDO 1 - ECONOMIA (5/7) // Império Invisível das Finanças


. O Jogo da Vida Real - 
A Era Atômica entra em cena
(A Crise do "Petróleo" da "da energia")

     Logo após a Conferência de Potsdã, o presidente dos EUA, Harry Truman, decide jogar bombas atômicas para apressar a rendição do Japão. Roosevelt já falecera.
     Seis meses após o intenso bombardeio de 67 cidades do Império do Japão, os ataques nucleares de Hiroshima (bomba atômica Little Boy) e de Nagasaki (bomba atômica Fat Man) são autorizados pelo presidente americano Harry S. Truman, sendo então realizados pela Força Aérea dos EUA, nos dias 6 de agosto e 9 de agosto de 1945. Historicamente, estes são até agora os únicos ataques onde se utilizaram armas nucleares.
     As estimativas, do primeiro massacre por armas de destruição maciça, sobre uma população civil, apontam para um número total de mortos a variar entre 140 mil em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki, sendo algumas estimativas consideravelmente mais elevadas quando são contabilizadas as mortes posteriores devido à exposição à radiação. A maioria dos mortos é civil.

A bomba "Little Boy"
    As explosões nucleares, a destruição das duas cidades e as centenas de milhares de mortos em poucos segundos levaram o Império do Japão à rendição incondicional em 15 de agosto de 1945.


     A capitulação do Japão ao Exército norte-americano acontece em 2 de setembro de 1945, em Tóquio. É o final da Segunda Guerra Mundial. Mas nada será como antes, porque todos irão temer o derradeiro conflito nuclear.






Capitulação do Japão comemorada nos EUA
      O papel dos bombardeios atômicos na rendição do Japão, assim como seus efeitos e justificações provocam intensos debates. Nos EUA, prevalece a idéia de que os bombardeios terminaram a guerra meses mais cedo do que haveria acontecido, salvando muitas vidas que seriam perdidas em ambos os lados se a invasão planejada do Japão tivesse ocorrido. No Japão, o público geral tende a crer que os bombardeios foram desnecessários, uma vez que a preparação para a rendição já estava em progresso em Tóquio.

 Ameaça de Conflito Nuclear

     A tecnologia alemã empregada nos foguetes-bomba V-1 e V-2 e os próprios cientistas que a desenvolveram fazem parte do espólio de guerra dividido entre EUA e URSS, sendo a base para a corrida armamentista e a chamada Corrida Espacial. 


    Washington e Moscou tratam de consolidar a divisão do mundo em esferas de influência.
     As rivalidades da bipolarização ganham impulso com o conceito estratégico de Guerra Fria, que é essencial para justificar uma explosão de gastos nacionais com a defesa e a conquista do espaço.
      Existindo um poder decisivo de destruição (as bombas atômicas em Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, e Nagasaki em 9 de agosto), que é capaz de unir todos os povos num mesmo medo (ameaça de Conflito Nuclear), a Terceira Partilha Mundial (EUA X URSS) já pode ser estabelecida.


Guerra Fria
Corridas: Armamentista e Espacial

Divisão da Coréia

      A Guerra Fria dá forma e equilíbrio às duas corridas (armamentista e espacial), servindo para potencializar as exportações de armamento para cada um dos respectivos “mercados cativos”.
     Em 1950, para compensar a força ideológica por conta do stalinismo, os EUA enviam tropas à Coréia para conter a expansão comunista. Internamente, o macarthismo varre os EUA.
     Mas, para que haja realmente um perigo de conflito nuclear, é fundamental que a URSS tenha também a sua bomba. Isto se arranja!


     Em 1952, os EUA explodem a primeira bomba de hidrogênio, no Oceano Pacífico; no ano seguinte é a vez da URSS explodir a sua.
     Com a morte de Stálin, em 1953, uma junta assume o poder soviético, liderada por Nikita Kruchev. Entre a URSS e os EUA o clima de confronto parece real, e coloca o mundo à beira de um conflito nuclear.
     Nas duas corridas simultâneas (Armamentista e Espacial), cada etapa vencida se traduz em avanços tecnológicos que são aplicados nos mais diferentes ramos da indústria, principalmente na indústria aeronáutica e de telecomunicações, e na própria produção de novas armas de guerra.
     Pode-se estimar que dois terços das respectivas Economias desses dois blocos antagonistas no eixo Leste/Oeste se encontravam direta e indiretamente sob o domínio e influencia dos poderes militares.

Extermínio nuclear da China

"Primavera de Praga"
     Em 1964, um golpe na cúpula soviética derruba Kruchev, e coloca Leonid Brejnev no poder. O novo governo pauta-se pelo endurecimento político.
     Em 1967, a China explode sua primeira bomba de hidrogênio.
     Em 1968, a URSS esmaga o processo de democratização da Tchecoslováquia, conhecido como “Primavera de Praga”, pondo em prática a Doutrina Brejnev, pela qual se atribui o direito de intervir em qualquer país de sua esfera de influência.

Richard Nixon
     Em 1969, Brejnev propõe a Richard Nixon, presidente dos EUA, o extermínio nuclear da China. Nixon ganha tempo para responder, e acaba dizendo não.
     Ao contrário, em 1971, com Henry Kissinger, Nixon trata de salvar Mao Tsé-tung de uma revolta interna, tirando-o do isolamento, e consolida assim outra frente contra o crescimento do arsenal nuclear soviético.
     E olha que, em matéria de matar gente, Mao deixa Hitler e Stalin no chinelo. O líder chinês gostava de repetir: a China, com seu um bilhão de habitantes, pode se dar ao luxo de sacrificar algumas centenas de milhões numa guerra nuclear contra a URSS, pois, mesmo assim, emergiria vitoriosa.

Choques do Petróleo

     No campo da energia, ainda em 1971, afirma-se que membros do governo Nixon influenciaram para que a OPEP aumentasse o preço do petróleo. Além de enriquecer a Arábia Saudita e o Irã, ligando estrategicamente os dois países aos EUA, o preço mais alto viabilizava a retomada da pesquisa petrolífera na América.
     Os choques nos preços do petróleo (1973 e 1979) foram fundamentais para viabilizar a exploração de óleo e gás em áreas onde os custos de extração eram até então muito superiores aos preços de importação: Mar do Norte, Alasca, Sibéria e bacia de Campos (RJ, Brasil).

A adversidade revela o gênio,
a prosperidade o esconde”. (Horácio)

     O processo de nacionalização do petróleo e a transferência de poder das multinacionais para as empresas estatais fazem ressaltar a extrema vulnerabilidade de inúmeros países desenvolvidos, com pequena ou nenhuma produção de óleo e gás.
     Japão, Alemanha, França, Itália e Espanha têm reservas próprias suficientes para menos de um ano de consumo. Curioso é comparar esta lista com o ranking dos países credores ou mais ricos em meados da década de 80.
 
Ditadura dos Estados e Monopólios Públicos
(Empresas estatais)

 
Criação do FMI - Bretton Woods em 1944
      Quinto Momento. Táticas especiais são empregadas pelo guerreiro-líder para assegurar que os bilhões de habitantes da Terra fiquem na total dependência das novas instituições financeiras intermediárias (FMI, BIRD – Banco Mundial etc.).
     Para poder agir internacionalmente, o Império Invisível usa e abusa do seu poder de influenciar estas instituições, os fundos de previdência privada e todos os demais organismos financeiros. Demarca os rumos de quem empresta dinheiro e de quem pega capital.
    
Criação do BIRD - Banco Mundial
     Como deve haver liquidez suficiente para que se possam financiar todas as fases do plano estratégico, enriquecer sem produzir é a tática de incentivo. Cada vez mais moedas falsas, mas oficializáveis, irão entrar em circulação, sem constrangimentos.
     E muito antes do que os oponentes do guerreiro-líder possam imaginar, o monopólio privado é levado a bater de frente com os novos monopólios das grandes empresas estatais que surgem pelo mundo. Sem opção, as empresas privadas perdem espaços, mercados, lucros, acionistas, fornecedores e até pessoal qualificado, ficando cada vez mais imprensadas à parede pelos que fazem cada vez menos e custam cada vez mais: governos, bancos e empregados.

Mudança de rumo na Corrida Espacial

     Sexto Momento (Final do Jogo). Depois de conquistada a Lua, é preciso mudar o rumo e o discurso da Corrida Espacial. O ambiente espacial vira palco para outra disputa: as pesquisas científicas e tecnológicas transformam-se numa nova fonte de exploração comercial.
     Em 1970, o Japão e a China entram também nessa corrida, lançando satélites artificiais com tecnologia própria.
     O domínio da tecnologia espacial abre novos mercados: o lançamento de satélites meteorológicos e de comunicações para diferentes países, e a realização de pesquisas de interesse industrial para governos e grandes empresas.

Ditadura das Finanças (Crédito, Petróleo e Dólar)


   
     Quando as manipulações do crédito, do petróleo e do dólar tiverem criado todas as confusões de gêneros, o guerreiro-líder terá fechado, sem qualquer alarde, um balanço de altíssima rentabilidade com o ouro.
     No final de 1973, o preço do petróleo está mais alto 525% (US$ 0,80, em 1970). Mas este primeiro Choque do Petróleo gera uma cortina densa de fumaça artificial que oculta os movimentos e as ações táticas do guerreiro-líder, não permitindo que se perceba que o preço do ouro também está mais alto 457% (ao raiar de 1975).

“(...) Estamos seguindo um caminho perigoso e terrível. Não estamos realizando nenhum esforço de venda; e o Governo vem incrementando as compras, através de mecanismos facilitadores de financiamentos externos. Não estamos vendendo, mas a produção está sendo colocada e o PNB está subindo. Isso é sonho absurdo! Vamos acabar contraindo a maior dívida externa que já se teve notícia; e será então, muito difícil sairmos do círculo vicioso”. (Antônio Carlos Caldas, em 22 de julho de 1975, em sua coluna então publicada no Jornal do Commercio do Rio, e transcrita na pág 177 de seu livro Quarta Onda). Endividamento externo bruto do Brasil, em 1975: US$ 21.17 bilhões (US$ 2.62 bilhões, em 1964).



     Até 1980, o preço do ouro estará aumentado em 2.100% (desde 1973); e o preço do barril de petróleo terá subido 3.650% (desde 1970).

Textos Originais publicados pela primeira vez em Março de 2001 - compilados do Banco de Dados do Autor.