1 de jan. de 2008

ADENDO 1 - ECONOMIA (6-7) // Império Invisível das Finanças


. O Jogo da Vida Real - A Armadilha fecha-se sobre o mundo inteiro
.(A Crise do "Petróleo" ou "da energia) 
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Corrida Espacial / 5ª Onda de Evolução


     Em 1978, com o foguete Ariane, um grupo de países europeus entra na Corrida Espacial.

     Em 1980, o planeta entra literalmente na 5ª Onda de Evolução Econômica, Política e Social.

     O primeiro grande lance aconteceu em 1694, mas o jogo termina 288 anos depois, no raiar dos anos 80 do século XX. O preço do petróleo ficará congelado e o déficit do orçamento (e de comércio exterior) da maior potência econômica não pára mais de crescer, o desemprego explode mundo afora e o PIB mundial não consegue mais levantar o suficiente.

     A extraordinária valorização no preço do petróleo derruba o superávit comercial dos países mais ricos e faz explodir o endividamento dos países dependentes da importação de petróleo. Vai se pegar cada vez mais empréstimos externos para que se possam queimar e manufaturar os derivados petrolíferos indispensáveis.

     Em 1982, a armadilha que usa como isca o crédito, o petróleo e o dólar, fecha-se decisivamente sobre o mundo inteiro. O preço do petróleo está realmente congelado, mas o dólar não pára mais de encarecer, tornando a dívida mundial cada vez mais pesada.


     Em agosto, o México, à beira do desespero e da revolta, levanta o problema da sua dívida e, por extensão, da dívida de todos nós. Reembolsar o principal e pagar os juros da dívida externa é impossível. É a falência, quase um apocalipse!

     A Economia mundial, todos os Estados nacionais e empresas, todos estão de joelhos...

     Conforme estava previsto no plano estratégico, e mesmo sendo muito difícil de se acreditar naquele início da década de 80, o bloco soviético também já está literalmente falido. Por ora, a URSS pode até continuar sendo uma potência econômica nos relatórios (ditos secretos) da CIA, porém já se sabe que apenas o grupo estratégico dos mundialistas é o vencedor do jogo.

Grupo domina sozinho

     A partir daquele 1982, os EUA passam a conviver com o mais espetacular endividamento de sua história. Um conjunto de explosões que se combinam faz iniciar a implosão da Terceira Partilha Mundial (EUA x URSS), que se consumarão três anos depois.


     Tudo, enfim, tende a ceder a uma pressão que é muito maior no exterior do que no interior. Bretton Woods e Yalta/Potsdã definham.

     A esta altura do jogo, a riqueza monetária e financeira dos oponentes visíveis está representada por papel pintado, que se pretende moeda, e por títulos podres ou falsos – o novo e já transvazado “mercado da dívida” –, ao passo que o ouro valorizado é a riqueza nas mãos dos mundialistas das finanças.

     Tarde demais! Sorrindo, o guerreiro-líder dá um pequeno toque no teclado do seu computador e a imagem se fecha. Surge o “The End”! Todos foram pegos pelo estratagema, no logro astucioso.

Ricos e pobres
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     Em meados dos anos 80, o Brasil, o México e a Argentina, juntos, estão muito menos endividados do que os EUA e o Canadá, então líderes no ranking da dívida mundial. Mas estes não serão quase incomodados pelos ataques especulativos, pois, afinal, o mundo está dominado pelo reino da desinformação.


     A Espanha, a Suécia, a Austrália, a Dinamarca e a Itália são os outros países também excessivamente endividados. A Arábia Saudita, apesar de ser o grande produtor de petróleo, está absolutamente endividada.

     Naquele tempo, em ordem, Japão, Grã-Bretanha, Alemanha, Suíça, Holanda e França ainda são os principais países credores. Qual! Não há quem não fique confuso, estupefato, porquanto no mundo do papel pintado das finanças a Grã-Bretanha é mais rica do que a Alemanha.

     Parece inacreditável, mas os dois grandes derrotados e arrasados da Segunda Guerra Mundial, Japão e Alemanha, estão realmente entre os principais (cinco) credores do mundo.

Então, vamos ao jogo?

     Todas as fórmulas e trapaças para empurrar a Economia pelas duas últimas décadas do Século 20 até as primeiras décadas do Século 21 serão tentadas, mas sempre ficará restando o problema criado pelo endividamento mundial. Reagir é perigoso e quase impossível.

     Os países da América Latina não conseguem estabelecer qualquer plano independente para sair da estagnação provocada pela crise desde 1982. E as outras regiões mais pobres apenas agonizam.

     O grupo vitorioso domina tudo sozinho, muito bem estruturado para gerar os novos enigmas globais que irão reger o segundo jogo estratégico que começa em 1983.

     Portanto, manter a postura tática de ordenar os principais acontecimentos da História, tentando dar-lhes uma significação comum, é fundamental para que se possa prever com mais precisão.
     Quando as pessoas estão adequadamente informadas e bem esclarecidas, as suas perspectivas mudam e, conseqüentemente, muda também a sua visão sobre o que é possível. Então se renovam as esperanças.

     No Congo, África, um jovem professor desolado e faminto, mas soldado guerrilheiro acorrentado, ainda encontra forças para indagar: 

Como é que pode a moeda do país mais endividado do mundo servir até agora de referência para o nível monetário mundial?”

Textos Originais publicados pela primeira vez em Março de 2001 - compilados do Banco de Dados do Autor.