.O Jogo da Vida Real - Ano a ano, Fato a fato, Detalhe a detalhe
.(A Crise do "Petróleo" ou "da energia)
Linha do Tempo
Agora se sabe que o crédito, o petróleo e o dólar
foram usados como isca na armadilha que se fechou sobre o mundo em 1982. Foi a vitória derradeira no jogo de estratégia
que viabilizou o esquema de negócio, prévia e engenhosamente arquitetato, com
vista a submissão absoluta da economia às Finanças, enquanto auferindo-se uma
altíssima llucratividade por conta do ouro.
1912 – Guerras
Balcânicas.
1914 – Primeira
Guerra Mundial (até 1919).
1914 – Com
a 1ª Guerra, os Gold Systems deixam
de prevalecer: Gold Standard e Gold
Specie Standard.
1917 – Revolução
Russa (Fevereiro) – Abdicação do czar.
1917 – Revolução
Russa (Outubro) – Insurreição bolchevique.
1919 – Tratado de
Versalhes, no final da 1ª Guerra Mundial – Termos de paz com a Alemanha.
1919 – Tratados de
Saint-Germain e Trianon – O Império Austro-Húngaro é desmembrado: Hungria,
Tchecoslováquia, Polônia e Iugoslávia.
1920 – Tratado de
Sèvres – Partilha do território do Império Turco-Otomano no Oriente Médio.
1920 – Criação da Liga das Nações.
1920 – Lei Seca, nos
EUA – Cresce o contrabando e o crime organizado.
1922 – Aprovados
os novos sistemas monetários pós 1ª Guerra: Gold
Bullion Standard e Gold Exchange.
1922 – Nasce a União
das Repúblicas Socialistas (URSS).
1922 – Proclamado o
Estado Livre da Irlanda.
1922 – “Marcha sobre Roma” – Benito Mussolini
torna-se primeiro-ministro – Fascismo
1922 – Independência
do Egito.
1923 – Fundada a
República Turca.
1924 – Stalinismo
(URSS).
1929 – Quebra
da Bolsa de Valores de Nova York – Crise Econômica Mundial – Grande Depressão.
1931 – Japão invade
a Manchúria – Estado fantoche de Mandchukuo – Último imperador chinês, Pu Yi.
1931 – A
Inglaterra abandona o padrão-ouro, desvaloriza a libra esterlina e suspende a
conversão do papel-moeda em ouro.
1931 – Também
as moedas da Alemanha e do Japão deixam de ser conversíveis em ouro.
1933 – O democrata
Franklin Delano Roosevelt assume a presidência dos EUA.
1933 – New Deal
(Novo Acordo) – Política de desenvolvimento baseado em investimentos públicos
ou estatizantes.
1933 – A
partir do dia 06 de março, está proibida a posse de ouro por particulares em
todo o território dos Estados Unidos.
1933 – Na Alemanha,
Hitler é Chanceler e Führer – Nazismo.
1934 – O
preço do ouro está bloqueado em 35 dólares a onça (cerca de US$ 1,25 o grama).
1936 – Início do
expansionismo alemão – Renânia.
1936 – Guerra Civil
Espanhola.
1939 – Ditadura de
Franco (Espanha)
1939 –
Invasão nazista da Polônia – Em 1º de setembro, começa a Segunda Guerra Mundial
– Reino Unido e França declaram guerra à Alemanha.
1939 – Brasil – O
governo recebe US$ 50 milhões, através de acordos econômicos firmados com os
EUA.
1940 – Formalizado o
Eixo, pacto entre Alemanha, Japão e Itália.
1940 – Brasil – O
governo dos EUA libera US$ 20 milhões, como parte do empréstimo para a
construção da Usina Siderúrgica de Volta Redonda.
1941
– Pearl Harbor (Havaí) – Bombardeio japonês – EUA entra na 2a Guerra
1941 – Brasil –
Rompimento de relações diplomáticas com países do Eixo, sob pressão dos EUA –
Fundação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)
1941 – Brasil – Com
a fundação da Companhia Siderúrgica Nacional, o Governo Vargas inicia a
construção da usina de Volta Redonda. Em troca do financiamento da siderúrgica,
o Governo brasileiro dá permissão para a instalação de bases norte-americanas
em Natal, Belém e Recife.
1942 – Formalizado o
grupo chamado de Aliados (França, Reino Unido, EUA e URSS).
1944 – De
1º a 22 de julho, acontece a Conferência de Bretton Woods (EUA) – Novos dogmas
financeiros fazem surgir dois blocos de países antagonistas no eixo Norte/Sul –
O dólar americano torna-se a moeda referência para o nível monetário mundial –
Uma onça (ouro) continua igual ou valendo 35 dólares. Criação do Fundo
Monetário Internacional (FMI) e do Banco Internacional para Reconstrução e
Desenvolvimento (Bird) ou Banco Mundial – Inventa-se o DOE (Direitos Ordinários
de Emissão) ou “eurodólar”.
1945 – De
04 a 11 de fevereiro, antes da rendição da Alemanha e do Japão, os três
principais Aliados (Estados Unidos, URSS e Inglaterra) se reúnem na Convenção
de Yalta, na Criméia. Reafirmar-se o desmembramento da derrotada Alemanha.
1945 – De 17 de julho a 02
de agosto realiza-se a Conferência de Potsdã, nas cercanias de Berlim, onde
Harry Truman (sucessor de Roosevelt, falecido pouco antes), Stalin e Churchil
ratificam as decisões de Yalta – Partilha da Alemanha, a partir de Berlim –
Coréia dividida entre EUA (sul) e URSS (norte) – Novos dogmas políticos e
militares criam dois blocos de países antagonistas no eixo Leste/Oeste.
1945 – Para apressar
a rendição do Japão, os EUA (governo Harry Truman) jogam bombas atômicas em
Hiroshima e Nagasaki. A capitulação do Japão ao Exército norte-americano
acontece em 2 de setembro, em Tóquio. É o final da Segunda Guerra Mundial.
Japão é ocupado pelos EUA. O mundo está partilhado em duas áreas de influência:
EUA, capitalista, e URSS, comunista.
1945 – Fundação da
ONU (Organização das Nações Unidas) – 50 países
1945 – Fundação da
Liga Árabe, no Egito – Pan-arabismo
1945 –
Pan-Africanismo.
1945 – Tribunal
Militar Internacional – Os Tribunais de Nuremberg.
1945 – Tito assume o
poder na Iugoslávia, uma federação de seis repúblicas.
1947 – Doutrina
Truman.
1947 – Plano
Marshall.
1947 – Independência
da Índia – Gandhi.
1947 – Criado o
Paquistão (Estado muçulmano).
1947 – ONU cria
Comissão de Direitos Humanos.
1947 – Assinado o
Acordo Geral de Tarifas de Comércio (Gatt).
1947 – Brasil –
Rompimento de relações com a URSS, sob pressão dos EUA.
1948 – Criada a
Organização para a Cooperação Econômica Européia – OCEE (administração do Plano
Marshall)
1948 – Criada a OEA
– Organização dos Estados Americanos.
1948 – Questão da
Caxemira – Divisão entre Índia e Paquistão.
1948 – Declaração
Universal dos Direitos do Homem (ONU).
1948 – Apartheid é oficializado na África do
Sul.
1948 – Fundado o
Estado de Israel – Partilha da Palestina entre árabes e judeus
1948 – Guerra de
Independência de Israel – Vitória isrealense – Ampliação territorial – Estado
Palestino desaparece do mapa.
1948 – Divisão da
Coréia – Norte (socialista) e Sul (capitalista).
1949 – Divisão da
Alemanha – Ocidental (capitalista) e Oriental (comunista).
1949 – “Cortina de ferro”.
1949 – Países
capitalistas ocidental criam a OTAN.
1949 – Revolução Chinesa
– República Popular da China.
1949 – “Guerra Fria”
– Corrida armamentista.
1950 – Guerra da
Coréia.
1950 – Independência
da Líbia – Processo de descolonização da África.
1952 – Ascensão de
Gamal Abdel Nasser, no Egito – Força política à Liga Árabe.
1953 – Oficializada
a zona divisória entre as duas Coréias.
1953 – Brasil –
Monopólio estatal na produção de petróleo – Promulgada a Lei 2004, criando a
Petrobrás – Reação da UDN conservadora – Greves gerais de trabalhadores (reajuste
salarial)
1954 – Partilha da
Indochina.
1955 – URSS e países
do Leste Europeu instituem o Pacto de Varsóvia.
1955 – Conferência
de Bandung – Não-alinhamento.
1956 – URSS
bombardeia a Hungria – Deposição do governo liberal.
1956 – Egito
nacionaliza o Canal de Suez – Israel invade e derrota o Egito.
1956 – Nikita
Kruchóv denuncia abusos e crimes de Stálin – Dissidências – PC Chinês afasta-se
da URSS
1956 – Revolução
Cubana – Fidel Castro.
1957 – Tratado de
Roma – Comunidade Econômica Européia (CEE), atual União Européia (UE).
1958 – “Grande Salto para a Frente” – Plano de
Mao Tsé-tung.
1959 –
Revolucionários tomam Havana.
1959 – Criado
movimento separatista ETA (Pátria Basca e Liberdade), na Espanha.
1959 – Guerra do
Vietnã – Conflito pela reunificação do País.
1959 – Predomina
o monopólio privado do petróleo, dominado pelas empresas multinacionais
norte-americanas e pelas estatais da França, Inglaterra e Itália.
1960 – Começa
a nacionalização do petróleo nos países do Oriente Médio, da África e da Ásia.
1960 – É
fundada a Organização dos Países Produtores de Petróleo – Opep.
1960 – A
libra esterlina é atacada pela especulação, e o Banco da Inglaterra fica
impossibilitado de trocar sua própria moeda por contrapartida ouro.
1960 – “Pool do Ouro” agrupa sete importantes
países em defesa da moeda inglesa.
1960 – John F.
Kennedy é eleito presidente dos EUA.
1961 – Guerra do
Vietnã – EUA auxiliam o Vietnã do Sul (pró-Ocidente)
1961 – Criada a OCDE
– Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, que substitui a
OCEE.
1961 – O
dólar é também ameaçado de especulação. Há desconfiança, prefere-se o ouro.
Para tentar assegurar a estabilidade monetária mundial, é criado o Clube dos Dez países industriais mais
ricos do mundo ocidental.
1961 – Muro de
Berlim – Início da construção.
1961 – Criação
da Escola do Exército Americano para a América, na zona do Canal do Panamá.
1961 – Fracassa a
invasão da baía de Porcos, em Cuba.
1962 – Cuba é
suspensa da OEA, por pressão dos EUA.
1962 – Os
membros da equipe econômica do presidente Kennedy é fortemente criticada na
imprensa norte-americana por agentes financeiros “invisíveis”.
1962 – Crise dos
Mísseis em Cuba – Bloqueio naval dos EUA provoca recuo da URSS.
1962 –
Começa a intervenção norte-americana no Vietnã.
1963 – O
presidente John F. Kennedy é misteriosamente assassinado em Dallas, Texas –
Lyndon Johnson, o vice, assume.
1964 – Lyndon
Johnson é eleito presidente dos EUA.
1964 – Fundação da
Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
1964 – Brasil –
Regime Militar se esforça para restabelecer a confiança dos investidores nos
títulos públicos. É inventado o mecanismo da correção monetária, permitindo que as perdas com o processo
inflacionário (91,9% naquele ano, e de 34,4% em 1965) sejam compensadas.
1965 – Guerra
do Vietnã – Intervenção militar dos EUA.
1965 – A
França não apóia mais o dólar e abandona o Gold
Exchange Standard.
1966 – ETA se lança
à luta armada – Atentados terroristas.
1966 – Instituída na
China a Grande Revolução Cultural
Proletária.
1967 – O
“Pool do Ouro” é abandonado, e o
dólar fica sem rumo.
1967 – Acontece
a Guerra dos Seis Dias.
1967 – Criado o
bloco econômico Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático).
1967 – Guerra de
Biafra na Nigéria.
1968 – Em
14 de março, o Congresso dos EUA vota suspensão imediata da conversibilidade do
dólar em ouro. O presidente Lyndon Johnson propõe o duplo mercado do ouro.
1968 – Inventa-se
o DEE (Direitos Especiais de Emissão) ou “petrodólar”, que se junta ao DOE ou
eurodólar. Ouve-se, ao fundo, o som fúnebre das empresas privadas e produtivas.
A partir de então, a Economia mundial vai oscilar entre as boas e as ótimas
expectativas criadas pelas mentes dos tecnocratas, entrando num ritmo mais ao
estilo dos conservadores desavisados.
1968 – Na
França, em maio, começa forte movimento de contestação ao modelo econômico, que
vai se espalhar para vários países.
1968 – Primavera de
Praga – Pacto de Varsóvia invade a Tchecoslováquia.
1969 – Acordo de
Cartagena, nome oficial do bloco econômico Pacto Andino.
1969 – Astronautas
dos EUA na Lua.
1970 – Setembro
Negro, na Jordânia – OLP se transfere para Beirute.
1970 – Guerra do
Camboja – Khmer Vermelho.
1970 – Preço
do barril de petróleo: US$ 0,80.
1970 – É
anunciado o primeiro déficit americano depois da 2ª Guerra Mundial. O dólar
despenca, mas o ouro sobe.
1971 – Guerra do
Paquistão – Bangladesh.
1971 – Richard
Nixon, presidente dos EUA, institucionaliza a inconversibilidade do dólar em
ouro. Um padrão substitui o outro. As moedas nacionais oscilam e o dólar
desvaloriza.
1971 – O
preço do barril de petróleo é aumentado espetacularmente em 175%: de US$ 0,80
para US$ 2,20.
1971 – Começa
o boom do Monopólio Estatal no mundo
inteiro. Os Estados nacionalizam os principais setores da economia de concorrência
e endividam-se para poder assumir os equipamentos de produção. Todos esperam
substituir as importações. O poder do cartel privado (empresas multinacionais)
transfere-se para os novos monopólios de empresas estatais.
1972 – Richard Nixon
visita a China e é reeleito.
1972 – Para
reagir ou compensar a inconversibilidade
do dólar, a Europa inventa uma serpente
monetária. E o dólar acaba novamente desvalorizado.
1972 – O escândalo
Watergate – Invasão da sede do Partido Democrata – toma conta das manchetes da
imprensa mundial.
1972 – Brasil –
Primeiros sinais de pane no Mercado de Capitais. A Bolsa de Valores despenca,
enquanto o Governo fecha diversas instituições financeiras (bancos,
distribuidoras, administradoras de fundos, etc).
1973 – Brasil – Auge do “Milagre
Econômico”.
1973 – No
Oriente Médio, acontece a guerra relâmpago do Yom Kippur (Dia do Perdão), provocando o embargo árabe do
fornecimento de petróleo ao Ocidente. O preço do ouro, que estava congelado em
US$ 35 a onça (US$ 1.25 o grama), de súbito é reajustado em 19,2%, e chega aos
42.22 dólares (US$ 1,49 o grama).
1973 – Primeira
Crise ou Choque do Petróleo. O cartel
estatal do petróleo (Opep) estabelece um segundo aumento ainda mais assustador
de preços. Além de manter o embargo no fornecimento de petróleo aos EUA e às
potências européias que apoiaram Israel, a brusca redução da oferta do produto
(Cotas de produção) faz dobrar o preço do petróleo. O preço do barril tem um
aumento de 127,3%, e vai de US$ 2.20 para US$ 5.00. Em relação ao preço de
1970, o aumento é de 525%. Dois meses mais tarde, o preço volta a dobrar.
Quando 1973 termina, o preço do barril de petróleo está mais do que
quadruplicado. A recessão da Economia mundial é realidade.
1973 – Chile – Golpe
de Estado derruba o governo de Salvador Allende. O general Augusto Pinochet
assume o poder.
1973 – Instituída a
República do Afeganistão, com apoio soviético.
1974 – Em
janeiro, o FMI abandona a referência ouro do DEE (Direitos Especiais de
Emissão), libertando o “petrodólar”.
1974 – Em
junho, os bancos Centrais hipotecam suas reservas-ouro ao preço do mercado –
eis o crédito condicional, mais uma invenção mágica do FMI.
1974
– Richard Nixon visita a Rússia (URSS); em agosto, renuncia em conseqüência do
caso Watergate. Assume o vice, Gerald Ford.
1974 – Revolução dos
Cravos, em Portugal.
1974 – No
início de dezembro, os bancos centrais são autorizados pelo FMI a reavaliar
seus estoques de ouro ao preço do mercado. Então, no dia 30, a cotação da onça
de ouro, que esteve congelada desde 1934 (US$35) e somente reajustada em 1973,
durante a Guerra do Kippur (US$42.22), dá um salto espetacular para 197,5
dólares. Eis a grande festa! O congelamento do ouro enriqueceu alguns
privilegiados “invisíveis”; agora, o
descongelamento vai enriquecê-los novamente, e muito mais ainda. Mas, primeiro
é preciso que se crie uma grande demanda de novos compradores em potencial.
Afinal, será este brutal aumento no número de ávidos compradores que fará o
preço do ouro subir aos píncaros. E tudo se fecha no dia seguinte (31): o
cidadão norte-americano está agora autorizado a possuir, comprar e vender ouro
(estava proibido desde 1933).
1975 – Em
clima de festança, o ouro agora é negociado nas principais bolsas de
commodities, e logo chega à cotação de US$ 6.97 o grama – aumento de 457,6% em
relação a US$ 1,25 (1934) ou de 367% em relação a US$ 1.49 (1973). Haja festa!
Diante da explosiva demanda bem articulada no último dia do ano anterior, o
preço do quilo do ouro nos EUA vai às alturas, saltando de 1.500 dólares para
mais de seis mil dólares. Ou de 7.280 francos salta para 29.365 francos, na
França. Assim, e tão-somente fazendo repetir o que ocorrera com o preço do
petróleo, o preço do ouro também está mais do que quadruplicado.
1975 – Os
EUA decidem sair do Vietnã.
1975 – Nasce
o Grupo dos Sete (G-7).
1975 – Aprovada
a implementação do Plano Paul Volker,
diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Vai começar a mais
impiedosa manipulação monetária e financeira. O canto da sereia vai atrair Estados nacionais e grandes empresas
para a derradeira Armadilha das
finanças.
1975 – Indonésia
invade o Timor Leste.
1975 – Guerra Civil
em Angola.
1976 – O
sistema monetário internacional é reformado pelo FMI. Ouro é agora simples
mercadoria. O DEE ou “petrólar”
torna-se o novo padrão monetário internacional.
1976 – O
Banco Mundial (Bird) vende 50 milhões de onças de ouro à Rússia, para que esta
possa realizar compras no Ocidente. Crises irão acontecer em série por culpa
exclusiva da falta de informações comprováveis, dignas de fé, ou da angústia do
amanhã gerada pela ausência de perspectivas concretas. Quando não existe informação
digna de confiança, há desconfiança. Haja instabilidade, portanto.
1976 – Guerra
do Vietnã. Rápida retirada norte-americana. Tomada de Saigon e reunificação do
Vietnã.
1978 – O
dólar está em baixa.
1978 – Vietnamitas
invadem o Camboja.
1978 – Israel
ocupa o sul do Líbano.
1978 – Acordo de paz de Camp David.
1979 – Segundo
Choque do Petróleo. A Opep reúne-se nos meses de março e junho, em Genebra, e
promove novos e sistemáticos aumentos no preço do petróleo.
1979 – O
dólar está em seu nível mais baixo e os EUA com inflação em alta (12%).
1979 – Os
impostos baixam nos EUA, mas os gastos militares aumentam.
1979 – Para
financiar o déficit norte-americano, Tio Sam atrai capitais de todas as partes
do mundo, oferecendo taxas de juros superiores a 20%.
1979 – A
Opep reúne-se em Caracas. Os preços do petróleo dobram, em apenas doze meses.
1979 – Os postos de
gasolina com a bandeira BR Petrobrás passam a predominar no mercado brasileiro.
1979 – Revolução
Islâmica no Irã – Khomeini – República Islâmica do Irã.
1979 – Revolução
Sandinista na Nicarágua.
1979 – Intervenção
militar soviética no Afeganistão.
1980 – Ronald
Reagan é o novo presidente dos EUA.
1980 – O
dólar está na sua maior baixa. Cresce a inflação mundial.
1980 – A
Opep reúne-se em Argel, e novo aumento do petróleo acontece.
1980 – Guerra
Irã-Iraque. Tropas do Iraque invadem o Irã. O conflito promove o último grande
pico na cotação do ouro – o preço do grama chega aos 27,50 dólares. Um aumento
de 2.100% em relação a US$ 1,25 (1934) ou de 294% em relação a US$ 6,97 (1975).
1980
– Guerra civil em El Salvador.
1980 – A
Opep reúne-se em Viena, e novo aumento do petróleo acontece.
1980 – Bancos
centrais vendem reservas de ouro, provocando quedas seguidas na cotação
internacional do metal. Mas ninguém pergunta quem está comprando essa enorme
quantidade de ouro, cuja cotação só vai fazer cair até o final do século XX.
1980 – A Opep se reúne em Bali,
e novo aumento do petróleo acontece. No ano, os aumentos são desordenados, mas
acabam representando em torno de 10%. O barril do petróleo chega ao preço de
US$ 30.00 – um aumento de 3.650% sobre o preço de 1970 (US$ 0.80).
1981
– Após 444 dias de cativeiro, os reféns da Embaixada dos EUA no Irã são
libertados por meio de gestões diplomáticas da Argélia.
1981 – O
Banco Mundial calcula a dívida total dos países em desenvolvimento: US$ 702
bilhões.
1981 – A
Guerra Irã-Iraque prossegue alimentando as conversões.
1981 – Com a nave Columbia, EUA inauguram projeto dos ônibus
especiais.
1981 – Como
os países produtores de petróleo e membros da Opep estão excessivamente
endividados, especula-se um Terceiro Choque nos preços do petróleo.
1981 – Governo da
Polônia coloca o Solidariedade na ilegalidade.
1981 – Com apoio dos
comunistas, o socialista François Mitterrand é eleito presidente da França.
1981 – Reeleito,
Ronald Reagan toma posse na Casa Branca, e promete lançar o Projeto “Guerra nas Estrelas”.
1981 – Acontece na
Itália a falência fraudulenta do Banco Ambrosiano, ligado ao Vaticano, que
derruba dois governos.
1981 – Papa João
Paulo II sofre atentado.
1981 – Anuar el
Sadat, presidente egípcio, é assassinado por seus irmãos conservadores.
1981 – Na
China prossegue o processo do “bando dos
quatro”.
1981 – No
lado dos produtores de petróleo surgem as primeiras dissidências, a partir de
julho – Iraque, Líbia, México e Catar são os primeiros a baixar o preço do
barril de petróleo. A cotação do dólar então dispara, subindo aos céus.
Primeiro, o mundo foi sugado pelos preços do petróleo; e agora, se encontra
atraído para baixo pelo dólar. A economia mundial está literalmente arruinada,
de joelhos. A Europa e a URSS estão em recessão.
1981 – Os
Bancos mundialistas hesitam em
conceder novos empréstimos para Estados e empresas (estatais e privadas). O
volume dos investimentos mundiais retrocede.
1981 – Explode
a dívida externa de Israel, um dos maiores e mais dinâmicos “paraísos fiscais” do mundo.
1981 – As
grandes companhias são alvos da OPA (Oferta Pública de Aquisição).
1981 – Japão
é o primeiro credor líquido do mundo.
1981 – Os
EUA se prepara para o último ano de superávit comercial.
1981 – Brasil – A
taxa de crescimento do PIB brasileiro despenca de vez: 1.9. E o endividamento
externo bruto do País chega a US$ 61.41 bilhões correntes, com 14,0% de
incremento anual.
1982 – Israel
invade o Líbano. OLP sai de Beirute.
1982 – “Está
acertado” e o preço do barril de petróleo realmente congela; o dólar,
porém, não pára mais de encarecer, tornando cada vez mais pesada a dívida
mundial.
1982 – A
“falência” do México logo terá
solução acertada. A astúcia se resume em outorgar um novo empréstimo, no exato
montante do principal da dívida (considerado “impagável”) e dos juros até então “não recebidos”. Haja trapaça!
1982 – De
agora em diante, os bancos mundialistas
só vão emprestar, como desdobramento estratégico, bem menos do que os juros
anuais devidos. Desse modo, os países devedores passam a pagar bilhões de
dólares de juros anualmente, e a suplicar novos financiamentos de alguns
míseros milhões. É isso aí! Ninguém mais põe dúvida na absoluta supremacia do
Império Invisível das Finanças, único vencedor do jogo de estratégia econômica
até 1982.
1982 – Brasil – A
dívida externa brasileira sobe muito e há polêmica sobre o montante, que oscila
entre 72 e 97 bilhões de dólares. O governo, através dos ministros da área
econômica, desenvolve esforços junto dos banqueiros internacionais para captar
novos créditos e retardar a amortização da dívida. A inflação chega perto dos
três dígitos: 98%.
1982 – Guerra
das Malvinas – Argentinos e britânicos.
1982 – Com
os guerrilheiros islâmicos (mujahedins), e financiado pelos EUA, Osama bin
Laden luta contra a ocupação do Afeganistão pela URSS.
1982 – Os
EUA enfrentam o mais espetacular endividamento da história.
1982 – Brasil –
Durante o Regime Militar de 1964, o Estado brasileiro pega emprestado e gasta
pouco mais de US$ 14 bilhões para realizar seus grandes projetas estatistas e todas as suas “obras
faraônicas”. Todavia, naquele ano de 1982, o endividamento externo bruto do
País chega a US$ 82.21 bilhões correntes, com 35% de incremento anual. E no ano
seguinte salta para US$ 91.64 bilhões.
1982 – A
estabilização da demanda e o aumento da oferta em novas regiões produtoras de
petróleo irão provocar a queda do preço do barril de petróleo, levando a cotação
do barril a oscilar entre 17 e 20 dólares. Assim, pode-se afirmar que o preço
do petróleo realmente congelou.

