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O Jogo da Vida Real -
(A Crise do "Petróleo" da "da energia")
Logo após a Conferência de Potsdã, o presidente dos EUA, Harry Truman, decide jogar bombas atômicas para apressar a rendição do Japão. Roosevelt já falecera.
Seis meses após o intenso bombardeio de 67 cidades do Império do Japão, os ataques nucleares de Hiroshima (bomba atômica Little Boy) e de Nagasaki (bomba atômica Fat Man) são autorizados pelo presidente americano Harry S. Truman, sendo então realizados pela Força Aérea dos EUA, nos dias 6 de agosto e 9 de agosto de 1945. Historicamente, estes são até agora os únicos ataques onde se utilizaram armas nucleares.
As estimativas, do primeiro massacre por armas de destruição maciça, sobre uma população civil, apontam para um número total de mortos a variar entre 140 mil em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki, sendo algumas estimativas consideravelmente mais elevadas quando são contabilizadas as mortes posteriores devido à exposição à radiação. A maioria dos mortos é civil.
O papel dos bombardeios atômicos na rendição do Japão, assim como seus efeitos e justificações provocam intensos debates. Nos EUA, prevalece a idéia de que os bombardeios terminaram a guerra meses mais cedo do que haveria acontecido, salvando muitas vidas que seriam perdidas em ambos os lados se a invasão planejada do Japão tivesse ocorrido. No Japão, o público geral tende a crer que os bombardeios foram desnecessários, uma vez que a preparação para a rendição já estava em progresso em Tóquio.
Ameaça de Conflito Nuclear
A Guerra Fria dá forma e equilíbrio às duas corridas (armamentista e espacial), servindo para potencializar as exportações de armamento para cada um dos respectivos “mercados cativos”.
Em 1964, um golpe na cúpula soviética derruba Kruchev, e coloca Leonid Brejnev no poder. O novo governo pauta-se pelo endurecimento político.
Choques do Petróleo
As estimativas, do primeiro massacre por armas de destruição maciça, sobre uma população civil, apontam para um número total de mortos a variar entre 140 mil em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki, sendo algumas estimativas consideravelmente mais elevadas quando são contabilizadas as mortes posteriores devido à exposição à radiação. A maioria dos mortos é civil.
As explosões nucleares, a destruição das duas cidades e as centenas de milhares de mortos em poucos segundos levaram o Império do Japão à rendição incondicional em 15 de agosto de 1945.
A capitulação do Japão ao Exército norte-americano acontece em 2 de setembro de 1945, em Tóquio. É o final da Segunda Guerra Mundial. Mas nada será como antes, porque todos irão temer o derradeiro conflito nuclear.
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| Capitulação do Japão comemorada nos EUA |
Ameaça de Conflito Nuclear
A tecnologia alemã empregada nos foguetes-bomba V-1 e V-2 e os próprios cientistas que a desenvolveram fazem parte do espólio de guerra dividido entre EUA e URSS, sendo a base para a corrida armamentista e a chamada Corrida Espacial.

Washington e Moscou tratam de consolidar a divisão do mundo em esferas de influência.
Washington e Moscou tratam de consolidar a divisão do mundo em esferas de influência.
As rivalidades da bipolarização ganham impulso com o conceito estratégico de Guerra Fria, que é essencial para justificar uma explosão de gastos nacionais com a defesa e a conquista do espaço.
Existindo um poder decisivo de destruição (as bombas atômicas em Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, e Nagasaki em 9 de agosto), que é capaz de unir todos os povos num mesmo medo (ameaça de Conflito Nuclear), a Terceira Partilha Mundial (EUA X URSS) já pode ser estabelecida.
Existindo um poder decisivo de destruição (as bombas atômicas em Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, e Nagasaki em 9 de agosto), que é capaz de unir todos os povos num mesmo medo (ameaça de Conflito Nuclear), a Terceira Partilha Mundial (EUA X URSS) já pode ser estabelecida.
Guerra Fria
Corridas: Armamentista e Espacial
Em 1950, para compensar a força ideológica por conta do stalinismo, os EUA enviam tropas à Coréia para conter a expansão comunista. Internamente, o macarthismo varre os EUA.
Mas, para que haja realmente um perigo de conflito nuclear, é fundamental que a URSS tenha também a sua bomba. Isto se arranja!
Em 1952, os EUA explodem a primeira bomba de hidrogênio, no Oceano Pacífico; no ano seguinte é a vez da URSS explodir a sua.
Em 1952, os EUA explodem a primeira bomba de hidrogênio, no Oceano Pacífico; no ano seguinte é a vez da URSS explodir a sua.
Com a morte de Stálin, em 1953, uma junta assume o poder soviético, liderada por Nikita Kruchev. Entre a URSS e os EUA o clima de confronto parece real, e coloca o mundo à beira de um conflito nuclear.
Nas duas corridas simultâneas (Armamentista e Espacial), cada etapa vencida se traduz em avanços tecnológicos que são aplicados nos mais diferentes ramos da indústria, principalmente na indústria aeronáutica e de telecomunicações, e na própria produção de novas armas de guerra.
Pode-se estimar que dois terços das respectivas Economias desses dois blocos antagonistas no eixo Leste/Oeste se encontravam direta e indiretamente sob o domínio e influencia dos poderes militares.
Extermínio nuclear da China
| "Primavera de Praga" |
Em 1967, a China explode sua primeira bomba de hidrogênio.
Em 1968, a URSS esmaga o processo de democratização da Tchecoslováquia, conhecido como “Primavera de Praga”, pondo em prática a Doutrina Brejnev , pela qual se atribui o direito de intervir em qualquer país de sua esfera de influência.
Em 1969, Brejnev propõe a Richard Nixon, presidente dos EUA, o extermínio nuclear da China. Nixon ganha tempo para responder, e acaba dizendo não.
| Richard Nixon |
Ao contrário, em 1971, com Henry Kissinger, Nixon trata de salvar Mao Tsé-tung de uma revolta interna, tirando-o do isolamento, e consolida assim outra frente contra o crescimento do arsenal nuclear soviético.
E olha que, em matéria de matar gente, Mao deixa Hitler e Stalin no chinelo. O líder chinês gostava de repetir: a China, com seu um bilhão de habitantes, pode se dar ao luxo de sacrificar algumas centenas de milhões numa guerra nuclear contra a URSS, pois, mesmo assim, emergiria vitoriosa.
Choques do Petróleo
No campo da energia, ainda em 1971, afirma-se que membros do governo Nixon influenciaram para que a OPEP aumentasse o preço do petróleo. Além de enriquecer a Arábia Saudita e o Irã, ligando estrategicamente os dois países aos EUA, o preço mais alto viabilizava a retomada da pesquisa petrolífera na América.
Os choques nos preços do petróleo (1973 e 1979) foram fundamentais para viabilizar a exploração de óleo e gás em áreas onde os custos de extração eram até então muito superiores aos preços de importação: Mar do Norte, Alasca, Sibéria e bacia de Campos (RJ, Brasil).
“A adversidade revela o gênio,
a prosperidade o esconde”. (Horácio)
O processo de nacionalização do petróleo e a transferência de poder das multinacionais para as empresas estatais fazem ressaltar a extrema vulnerabilidade de inúmeros países desenvolvidos, com pequena ou nenhuma produção de óleo e gás.
Japão, Alemanha, França, Itália e Espanha têm reservas próprias suficientes para menos de um ano de consumo. Curioso é comparar esta lista com o ranking dos países credores ou mais ricos em meados da década de 80.
Ditadura dos Estados e Monopólios Públicos
(Empresas estatais)
Como deve haver liquidez suficiente para que se possam financiar todas as fases do plano estratégico, enriquecer sem produzir é a tática de incentivo. Cada vez mais moedas falsas, mas oficializáveis, irão entrar em circulação, sem constrangimentos.
Quando as manipulações do crédito, do petróleo e do dólar tiverem criado todas as confusões de gêneros, o guerreiro-líder terá fechado, sem qualquer alarde, um balanço de altíssima rentabilidade com o ouro.
Até 1980, o preço do ouro estará aumentado em 2.100% (desde 1973); e o preço do barril de petróleo terá subido 3.650% (desde 1970).
(Empresas estatais)
Quinto Momento. Táticas especiais são empregadas pelo guerreiro-líder para assegurar que os bilhões de habitantes da Terra fiquem na total dependência das novas instituições financeiras intermediárias (FMI, BIRD – Banco Mundial etc.).
Para poder agir internacionalmente, o Império Invisível usa e abusa do seu poder de influenciar estas instituições, os fundos de previdência privada e todos os demais organismos financeiros. Demarca os rumos de quem empresta dinheiro e de quem pega capital.
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| Criação do BIRD - Banco Mundial |
E muito antes do que os oponentes do guerreiro-líder possam imaginar, o monopólio privado é levado a bater de frente com os novos monopólios das grandes empresas estatais que surgem pelo mundo. Sem opção, as empresas privadas perdem espaços, mercados, lucros, acionistas, fornecedores e até pessoal qualificado, ficando cada vez mais imprensadas à parede pelos que fazem cada vez menos e custam cada vez mais: governos, bancos e empregados.
Mudança de rumo na Corrida Espacial
Sexto Momento (Final do Jogo). Depois de conquistada a Lua, é preciso mudar o rumo e o discurso da Corrida Espacial. O ambiente espacial vira palco para outra disputa: as pesquisas científicas e tecnológicas transformam-se numa nova fonte de exploração comercial.
Em 1970, o Japão e a China entram também nessa corrida, lançando satélites artificiais com tecnologia própria.
O domínio da tecnologia espacial abre novos mercados: o lançamento de satélites meteorológicos e de comunicações para diferentes países, e a realização de pesquisas de interesse industrial para governos e grandes empresas.
Ditadura das Finanças (Crédito, Petróleo e Dólar)
Quando as manipulações do crédito, do petróleo e do dólar tiverem criado todas as confusões de gêneros, o guerreiro-líder terá fechado, sem qualquer alarde, um balanço de altíssima rentabilidade com o ouro.
No final de 1973, o preço do petróleo está mais alto 525% (US$ 0,80, em 1970). Mas este primeiro Choque do Petróleo gera uma cortina densa de fumaça artificial que oculta os movimentos e as ações táticas do guerreiro-líder, não permitindo que se perceba que o preço do ouro também está mais alto 457% (ao raiar de 1975).
“(...) Estamos seguindo um caminho perigoso e terrível. Não estamos realizando nenhum esforço de venda; e o Governo vem incrementando as compras, através de mecanismos facilitadores de financiamentos externos. Não estamos vendendo, mas a produção está sendo colocada e o PNB está subindo. Isso é sonho absurdo! Vamos acabar contraindo a maior dívida externa que já se teve notícia; e será então, muito difícil sairmos do círculo vicioso”. (Antônio Carlos Caldas, em 22 de julho de 1975, em sua coluna então publicada no Jornal do Commercio do Rio, e transcrita na pág 177 de seu livro Quarta Onda). Endividamento externo bruto do Brasil, em 1975: US$ 21.17 bilhões (US$ 2.62 bilhões, em 1964).
Textos Originais publicados pela primeira vez em Março de 2001 - compilados do Banco de Dados do Autor.






