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Tradução e
Definição de Marketing = Comercialização
“A maior recompensa pelo trabalho não é
o que a pessoa ganha,
mas o que ela se torna através dele.” (John Ruskin)
mas o que ela se torna através dele.” (John Ruskin)
Em maio de 1961, Comercialização
foi aceita pela primeira vez como tradução de Marketing pelo “Dicionário
de Propaganda”, em “Anuário de Publicidade de PN – Propaganda e
Negócios”, que era publicação bem conceituada naquela época.
Há mais de quatro décadas, a Associação
Brasileira de Marketing (ABM), a Escola de Negócios da Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro, o IAG PUC-Rio, o Centro
de Estudos e Pesquisas da Faculdade Anderson, o Centro Candido Mendes
de Marketing da Universidade Candido Mendes e que funcionava em convênio
com a ABM, e o extinto Centro de Estudos Mercantis (All
Brazil), entidade pioneira no ensino de Marketing por
correspondência no Brasil, todas essas instituições sempre adotaram a palavra Comercialização
como tradução de Marketing no conteúdo dos seus cursos e
seminários. Uma segunda opção de tradução é Mercadologia, que
não teve quase aceitação.
Em 1977, a palavra Comercialização
se consagra definitivamente, sendo incluída no título do 1º COMARK -
Congresso Brasileiro de Marketing e Comercialização, patrocinado e
organizado pela Associação Brasileira de Marketing (ABM), na
administração Paulo Manoel Protásio, nos dias 16, 17 e 18 de maio daquele ano.
As entidades seguintes participaram e
apoiaram a realização do 1º COMARK: Fundação Centro de
Estudos do Comércio Exterior, Confederação Nacional do Comércio (CNC),
Confederação das Associações Comerciais do Brasil, Confederação Nacional dos
Diretores Lojistas, Associação de Exportadores Brasileiros, Associação
Brasileira de Empresas Comerciais de Exportação, American Marketing Association,
e International Marketing Federation.
É importante que se deixe aqui registrado
o que está dito desde 1977, há 34 anos, na Mensagem (Sul
América Seguros) de contracapa dos Anais do 1º
COMARK - Congresso Brasileiro de Marketing e Comercialização:
“Mesmo todo o desenvolvimento
econômico e social não conseguiu abolir as críticas porque vem passando o Marketing
há muitos anos. Nos dias de hoje, apesar do progresso em muitos setores, o Marketing
ainda é visto, pela grande maioria, como mero sinônimo de vendas ou, na melhor
das hipóteses, como simples ‘processo de transporte de um produto acabado para
um consumidor ansioso por possuí-lo’. Entretanto, à medida que o tempo passa, o
Marketing vem afirmando sua importância como
agente regulador da própria economia. Ele é fator estimulante nas economias em
desenvolvimento, e como tal, encoraja à inovação. Mas não é só esse o seu
mérito: o próprio aprimoramento de suas técnicas torna possível a integração
econômica e a plena utilização e adequação de todos os fatos ativos e da
capacidade produtiva de que uma economia dispõe, nas sociedades mais
desenvolvidas. Pelo muito que ainda é de esperar desta atividade, entendemos
que se deve emprestar o maior apoio às associações de classe que colaborem para
a divulgação e desenvolvimento das técnicas de Marketing.”
De 7 a 10 de setembro de 1978, em São
Lourenço (MG), a Associação Brasileira de Marketing (ABM),
administração Kléber Sá Rego, realiza o Encontro Nacional de Marketing,
colocando em pauta o Conceito de Marketing Integrado (a
Comercialização em tempos de 4ª Onda de Evolução) e o Código de
Ética dos profissionais de Marketing, ocasião em que
também se oficializou o dia 19 de junho para as comemorações
anuais do Dia do Profissional de Marketing, então chamado de
Marketiniano porque especializado em Marketing, portanto nas complexas
Ciências da Comercialização. Desta forma se evitava o uso da terminação eiro,
que é empregada para designar quem exerce certo ofício, profissão ou atividade
bem específica, também refletindo certo tipo de comportamento, tipo engenheiro,
hoteleiro, barbeiro, sorveteiro etc.
Na época, diante da importância e
respeito que o Brasil ganhava no mundo, crescia a conscientização de que o
natural ou habitante do País deveria ser reconhecido como brasiliano,
brasiliense, brasilense, brasílico, ou brasílio, e jamais como brasileiro
(brasil + eiro). Os portugueses sempre usaram o
cognome brasileiro para designar os seus compatriotas mais
espertos, que retornam ricos do Brasil. Portanto, para o resto do mundo, em bom
português, brasileiro é alcunha depreciativa retirada da
particularidade moral de certos espertos que têm como atividade ganhar dinheiro
no Brasil para levá-lo embora. Na dura realidade, por mais que machuque nosso
orgulho, brasileiro ou brasileira jamais deveria designar
nacionalidade, porque nomeia e indica atividade de espertalhão ou espertalhona.
O Brasil é dos espertos! Quem é que não conhece esta expressão?
O 2º Encontro Nacional de Marketing
foi realizado em setembro de 1979, na cidade de Curitiba, sob a coordenação
a presidência (Paulo Roberto Maia Cortes) do Capítulo Paraná da ABM.
Desde a primeira
edição publicada em maio de 1979, o Jornal
de Marketing, órgão oficial da Associação Brasileira de
Marketing (ABM), sempre adotou a palavra Comercialização como
tradução de Marketing.
A Academia Brasileira de Ciências
Econômicas, Políticas e Sociais (Academia Nacional de Economia – ANE),
no Capítulo 12, Artigo 24 do seu Estatuto Social, faz clara distinção entre as CIÊNCIAS ECONÔMICAS – Ciências da Comercialização (Especialistas
em Mercadologia e Marketing) – e as CIÊNCIAS SOCIAIS – Ciências da Comunicação (Comunicólogos, Jornalistas, Publicitários e Relações
Públicas).
Para assegurar incontestável credibilidade
ao que está escrito acima, vale recordar que o Acadêmico Antônio Carlos Caldas
foi Diretor de Treinamento e Diretor de Redação do Jornal de Marketing
da Associação Brasileira de Marketing (ABM), na Administração Kléber
Sá Rego, tendo também acumulado o cargo de 1º Secretário na Administração Ruy
Flaks Schneider.


