1 de dez. de 2007

ADENDO 2a (1/5) - MKT de Pessoas X "MKT Pessoal





Parte: 1/5

Tradução e Definição de Marketing = Comercialização

A maior recompensa pelo trabalho não é o que a pessoa ganha,
mas o que ela se torna através dele.” (John Ruskin)

     Em maio de 1961, Comercialização foi aceita pela primeira vez como tradução de Marketing pelo “Dicionário de Propaganda”, em “Anuário de Publicidade de PN – Propaganda e Negócios”, que era publicação bem conceituada naquela época.

     Há mais de quatro décadas, a Associação Brasileira de Marketing (ABM), a Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, o IAG PUC-Rio, o Centro de Estudos e Pesquisas da Faculdade Anderson, o Centro Candido Mendes de Marketing da Universidade Candido Mendes e que funcionava em convênio com a ABM, e o extinto Centro de Estudos Mercantis (All Brazil), entidade pioneira no ensino de Marketing por correspondência no Brasil, todas essas instituições sempre adotaram a palavra Comercialização como tradução de Marketing no conteúdo dos seus cursos e seminários. Uma segunda opção de tradução é Mercadologia, que não teve quase aceitação.

     Em 1977, a palavra Comercialização se consagra definitivamente, sendo incluída no título do 1º COMARK - Congresso Brasileiro de Marketing e Comercialização, patrocinado e organizado pela Associação Brasileira de Marketing (ABM), na administração Paulo Manoel Protásio, nos dias 16, 17 e 18 de maio daquele ano.

     As entidades seguintes participaram e apoiaram a realização do 1º COMARK: Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior, Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação das Associações Comerciais do Brasil, Confederação Nacional dos Diretores Lojistas, Associação de Exportadores Brasileiros, Associação Brasileira de Empresas Comerciais de Exportação, American Marketing Association, e International Marketing Federation.

     É importante que se deixe aqui registrado o que está dito desde 1977, há 34 anos, na Mensagem (Sul América Seguros) de contracapa dos Anais do 1º COMARK - Congresso Brasileiro de Marketing e Comercialização:

     “Mesmo todo o desenvolvimento econômico e social não conseguiu abolir as críticas porque vem passando o Marketing há muitos anos. Nos dias de hoje, apesar do progresso em muitos setores, o Marketing ainda é visto, pela grande maioria, como mero sinônimo de vendas ou, na melhor das hipóteses, como simples ‘processo de transporte de um produto acabado para um consumidor ansioso por possuí-lo’. Entretanto, à medida que o tempo passa, o Marketing vem afirmando sua importância como agente regulador da própria economia. Ele é fator estimulante nas economias em desenvolvimento, e como tal, encoraja à inovação. Mas não é só esse o seu mérito: o próprio aprimoramento de suas técnicas torna possível a integração econômica e a plena utilização e adequação de todos os fatos ativos e da capacidade produtiva de que uma economia dispõe, nas sociedades mais desenvolvidas. Pelo muito que ainda é de esperar desta atividade, entendemos que se deve emprestar o maior apoio às associações de classe que colaborem para a divulgação e desenvolvimento das técnicas de Marketing.”

     De 7 a 10 de setembro de 1978, em São Lourenço (MG), a Associação Brasileira de Marketing (ABM), administração Kléber Sá Rego, realiza o Encontro Nacional de Marketing, colocando em pauta o Conceito de Marketing Integrado (a Comercialização em tempos de 4ª Onda de Evolução) e o Código de Ética dos profissionais de Marketing, ocasião em que também se oficializou o dia 19 de junho para as comemorações anuais do Dia do Profissional de Marketing, então chamado de Marketiniano porque especializado em Marketing, portanto nas complexas Ciências da Comercialização. Desta forma se evitava o uso da terminação eiro, que é empregada para designar quem exerce certo ofício, profissão ou atividade bem específica, também refletindo certo tipo de comportamento, tipo engenheiro, hoteleiro, barbeiro, sorveteiro etc.

     Na época, diante da importância e respeito que o Brasil ganhava no mundo, crescia a conscientização de que o natural ou habitante do País deveria ser reconhecido como brasiliano, brasiliense, brasilense, brasílico, ou brasílio, e jamais como brasileiro (brasil + eiro). Os portugueses sempre usaram o cognome brasileiro para designar os seus compatriotas mais espertos, que retornam ricos do Brasil. Portanto, para o resto do mundo, em bom português, brasileiro é alcunha depreciativa retirada da particularidade moral de certos espertos que têm como atividade ganhar dinheiro no Brasil para levá-lo embora. Na dura realidade, por mais que machuque nosso orgulho, brasileiro ou brasileira jamais deveria designar nacionalidade, porque nomeia e indica atividade de espertalhão ou espertalhona. O Brasil é dos espertos! Quem é que não conhece esta expressão?

     O 2º Encontro Nacional de Marketing foi realizado em setembro de 1979, na cidade de Curitiba, sob a coordenação a presidência (Paulo Roberto Maia Cortes) do Capítulo Paraná da ABM.

     Desde a primeira edição publicada em maio de 1979, o Jornal de Marketing, órgão oficial da Associação Brasileira de Marketing (ABM), sempre adotou a palavra Comercialização como tradução de Marketing.

     A Academia Brasileira de Ciências Econômicas, Políticas e Sociais (Academia Nacional de Economia – ANE), no Capítulo 12, Artigo 24 do seu Estatuto Social, faz clara distinção entre as CIÊNCIAS ECONÔMICASCiências da Comercialização (Especialistas em Mercadologia e Marketing) – e as CIÊNCIAS SOCIAISCiências da Comunicação (Comunicólogos, Jornalistas, Publicitários e Relações Públicas).


     Para assegurar incontestável credibilidade ao que está escrito acima, vale recordar que o Acadêmico Antônio Carlos Caldas foi Diretor de Treinamento e Diretor de Redação do Jornal de Marketing da Associação Brasileira de Marketing (ABM), na Administração Kléber Sá Rego, tendo também acumulado o cargo de 1º Secretário na Administração Ruy Flaks Schneider.